SOLSTÍCIO DE VERÃO 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Este fim-de-semana celebrei o Solstício de Verão pagão numa cerimónia pública em Portugal.
Mais uma vez se comprovou que o Paganismo é pouco compreendido e que a Senda dos Filhos Ocultos da Deusa ainda menos.
Houve gaitas e tambores, guirlandas de oliveira e túnicas e houve também ditadores que nos pretenderam impor ritmos estranhos à nossa forma de estar.
O PAGANISMO NÃO É UM ESPECTÁCULO COM EFEITOS ESPECIAIS.
Enquanto as pessoas eram alinhadas como cordeiros cegos para servirem de alvo a fotografias e observar o «sagrado», algo em mim riu.
Ali estavam pagãos a descoberto com as suas vestes rituais e a sua adoração ardia como uma chama no mar de ilusão que ali se desfazia.
E, enfrentando o Sol que mergulhava no reino do que é oposto a nós, não pude evitar pensar que essa chama era a verdade e as palavras que proferíamos eram a expressão da nossa liberdade fundamental nesta sociedade cheia de medo. Ainda mais alto me ri. Sei o que sou e o que procuro. Sei o que chamo e aquilo que estou disposta a sacrificar para que os Ancestrais possam ter voz.
Melodias há muitas; porém, um amor genuíno aos Deuses é mais raro. Contudo os Deuses lêem-nos claramente quando sobre nós debruçam a Sua radiância e, perante as pedras o vento o solo o sangue que encharcou aquelas terras não tive a mínima dúvida de que era aquele o meu Caminho. Senti-me ORGULHOSA de ser pagã e de o celebrar publicamente com a voz com a face com o corpo com o riso com os olhos e com a liberdade que tanto amo e pela qual tanto lutei.
E o que vi? Um conjunto de submissos a tentar reduzir-nos à dimensão de um «fait-divers». Mas como calar a voz que vem da alma?
Em liberdade
Cynthia
Houve gaitas e tambores, guirlandas de oliveira e túnicas e houve também ditadores que nos pretenderam impor ritmos estranhos à nossa forma de estar.
O PAGANISMO NÃO É UM ESPECTÁCULO COM EFEITOS ESPECIAIS.
Enquanto as pessoas eram alinhadas como cordeiros cegos para servirem de alvo a fotografias e observar o «sagrado», algo em mim riu.
Ali estavam pagãos a descoberto com as suas vestes rituais e a sua adoração ardia como uma chama no mar de ilusão que ali se desfazia.
E, enfrentando o Sol que mergulhava no reino do que é oposto a nós, não pude evitar pensar que essa chama era a verdade e as palavras que proferíamos eram a expressão da nossa liberdade fundamental nesta sociedade cheia de medo. Ainda mais alto me ri. Sei o que sou e o que procuro. Sei o que chamo e aquilo que estou disposta a sacrificar para que os Ancestrais possam ter voz.
Melodias há muitas; porém, um amor genuíno aos Deuses é mais raro. Contudo os Deuses lêem-nos claramente quando sobre nós debruçam a Sua radiância e, perante as pedras o vento o solo o sangue que encharcou aquelas terras não tive a mínima dúvida de que era aquele o meu Caminho. Senti-me ORGULHOSA de ser pagã e de o celebrar publicamente com a voz com a face com o corpo com o riso com os olhos e com a liberdade que tanto amo e pela qual tanto lutei.
E o que vi? Um conjunto de submissos a tentar reduzir-nos à dimensão de um «fait-divers». Mas como calar a voz que vem da alma?
Em liberdade
Cynthia
Posted bySara Timóteo at 19:54
Labels: solstício de Verão 2008, verdade
1 comments:
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Oh Sacersotisa dos Deuses, o manto que cobre a ignorancia foi colocado ha muito sobre os Homens. Por cima deste manto, viajaram seculos e seculos que consigo carregavam o desejo da ignorancia e do esquecimento. Esquecer que os fumos doces que outrora subiam nos ceus nao tinham mais lugar neste Mundo. Este manto esta gasto agora, e espacos abertos que jamais se voltarao a fechar. Quando os Homens nao veem, e inutil fazer com que vejam sem que nos seus coracoes o queiram. Existirao sempre os que se riem, os curiosos, os que assistem e que tentao remendar o manto...mas a Voz ira mais alto, a Voz subira nos Ares tal como os doces fumos ascendiam dos Antigos Templos.
A Voz e forte e tornar-se-a mais forte ainda.
"Nao parem nunca, continuem sempre, pois o esforco so por si, faz-vos avancar".
BB
K