SILÊNCIO
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Num passo reside o maior dos segredos... A dança faz-me regressar ao essencial, aquilo que se vive em silêncio...
E em silêncio podemos encontrar a sombra dos Deuses que procuram caminhar por entre os homens como dantes sucedia... Mas sabeis, como eu, que o mundo dos Homens está repleto de pensamentos e que a capacidade de deslumbramento pela obra dos Imortais de olhos rectos desapareceu... e as almas antigas são pouco felizes nestes novos tempos consumidos por um ritmo mais rápido do que o da própria Mãe-Terra...
Quem somos nós? Sábios disfarçados ou loucos irreversíveis?
Anseio pelo dia em que possais novamente caminhar entre nós, Deuses Antigos. Então os Homens compreenderiam a realidade da Vossa existência, embora com toda a rebeldia e astúcia de que só Eles são capazes. Saberiam que sois reais e não a projecção de qualquer construção humana... Sinto saudades de ir a um verdadeiro templo, ouvir a Vossa resposta e de servir-Vos de acordo com a beleza que trazeis ao mundo... dar-Vos o retorno daquilo que nos dais.
Sinto remorsos por ter escolhido viver num tempo fora do tempo onde o Homem se inventa quase por si e olha para Vós como construções... e os Vossos passos nos bosques, nas planícies e a graça acutilante de Vossa presença parecem muito distantes...
Sacerdócio é isto?
E em silêncio podemos encontrar a sombra dos Deuses que procuram caminhar por entre os homens como dantes sucedia... Mas sabeis, como eu, que o mundo dos Homens está repleto de pensamentos e que a capacidade de deslumbramento pela obra dos Imortais de olhos rectos desapareceu... e as almas antigas são pouco felizes nestes novos tempos consumidos por um ritmo mais rápido do que o da própria Mãe-Terra...
Quem somos nós? Sábios disfarçados ou loucos irreversíveis?
Anseio pelo dia em que possais novamente caminhar entre nós, Deuses Antigos. Então os Homens compreenderiam a realidade da Vossa existência, embora com toda a rebeldia e astúcia de que só Eles são capazes. Saberiam que sois reais e não a projecção de qualquer construção humana... Sinto saudades de ir a um verdadeiro templo, ouvir a Vossa resposta e de servir-Vos de acordo com a beleza que trazeis ao mundo... dar-Vos o retorno daquilo que nos dais.
Sinto remorsos por ter escolhido viver num tempo fora do tempo onde o Homem se inventa quase por si e olha para Vós como construções... e os Vossos passos nos bosques, nas planícies e a graça acutilante de Vossa presença parecem muito distantes...
Sacerdócio é isto?
Posted bySara Timóteo at 00:02
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